e-commerce ou m-commerce. Como o digital pode ajudar a rentabilizar o seu negócio?

Uma das grandes mudanças neste período pós-pandemia, é o aumento da relevância do comércio eletrônico, o famoso e-commerce. Em um painel da NRF 2022, maior evento de varejo do mundo, foi observado que as pessoas pararam de abordar o tema “home office” como um grande fenômeno, porque é uma mudança que já foi incorporada no comportamento do profissional. Uma pesquisa feita pelo instituto WD Partners dos EUA, apresentada neste mesmo evento em Janeiro deste ano, mostrou que 60% das pessoas querem trabalhar em casa 50% do tempo. Do restante, 40% trabalharia pelo menos 25% do tempo em casa. Vale observar que 0% das pessoas disseram que voltariam para o escritório 100% do tempo. Esse “novo” comportamento terá impactos de longo alcance no mercado. Vale questionar: será que o mercado está preparado para isso, mesmo após um período de tantas mudanças na forma de agir e consumir? Segundo a mesma pesquisa, o e-commerce é o método de compra preferido por 68% dos respondentes, sendo que em 2020 era 52% e 30% em 2019.

Dados da Agência Brasil de 2020 mostram que 152 milhões de pessoas têm acesso à internet e esse número deve ter crescido ainda mais após o período de pandemia, considerando que algumas famílias precisaram de internet para que seus filhos/filhas pudessem estudar. As residências da classe C com acesso à internet passaram de 80% para 91% em um ano (link agência brasil). Já os usuários das classes D e E com internet em casa saltaram de 50% para 64% na pandemia. E detalhe: destes (classe D e E) 90% se conectam à rede exclusivamente pelo celular, o que mostra o tamanho da oportunidade que o mercado brasileiro tem. Ainda não é tão grande quanto a China, mas muito maior do que diversos países do Ocidente.

Dados do mercado americano mostraram que 40% dos usuários mudam para o concorrente após uma experiência ruim de compra no mobile, e que 84% tiveram dificuldade em concluir uma transação. Diante deste cenário, fica claro que, mais que oportunidades, existe a necessidade de estar presente no mobile, com um e-commerce, canal de vendas ou serviço que funcione e que seja fácil de usar.
Essa é uma das razões pelas quais a Amazon cresceu de forma exponencial. Ainda em 2019 – 2020 a empresa se concentrou em facilitar a experiência de compra, melhorando a forma de pagamento e a pesquisa de produtos com inteligência de dados, identificando o perfil de cada usuário. Para se ter uma ideia, houve uma alta de 48,8% no segundo trimestre de 2021 com um aumento de 27,2% na receita líquida.

O importante é não resistir às mudanças e sim manter conversas colaborativas com seus times e equipes diversas para criar processos e testar em escalas menores antes de oferecer ao mercado. E aí surge uma dúvida: como saber qual o canal preferido do seu consumidor atual ou do seu prospect? Partimos sempre de uma análise da jornada para entender qual é o momento da tomada de decisão. A partir desse entendimento, definir os canais que fazem mais sentido para que a marca esteja presente. E pode ter certeza, cada vez menos será apenas um canal.

Um exemplo de teste que as marcas podem fazer foi feito pelo Outback. Como resultado das mudanças de comportamento, o APP Ifood passou a ser responsável por boa parte das suas vendas. Porém a margem da receita da compra cai significativamente, considerando que em média 23% do valor fica para o aplicativo, até porque as entregas são feitas pelo motorista do Ifood. Diante disso eles resolveram testar uma a ação “Peça pelo APP e retire na loja” com campanhas de remarketing nos canais digitais. Desta forma eles puderam melhorar a receita das lojas. Um exemplo de teste de baixa complexidade, que vai melhorar a lucratividade dos lojistas. Com certeza, vale o testar! Portanto, a dica é: “quem escolhe o canal é o cliente” e cada estímulo deve ser validado, seja pela quantidade de pedidos por loja, seja pelo número de pedidos no seu e-commerce ou m-commerce, ou ainda pelo aumento do ROI. E esse acompanhamento próximo e em tempo real é o que fazemos na Senso com análises de performance. O importante é testar rápido, para mudar e melhorar rápido. São parcerias assim que buscamos conquistar.


E o metaverso? Essa palavra causa algum incômodo em você?

Quando você pensa em metaverso, o que vem a sua cabeça? Caso não venha nada conclusivo, não se preocupe, porque para 69% dos norte-americanos adultos, principalmente na faixa entre 45 a 64 anos, o metaverso ainda é uma grande incógnita. Segundo uma pesquisa da YouGov e TheDrum, essa palavra faz sentido para apenas 31% das pessoas. Recentemente, uma das empresas que retomou este assunto com força total foi o Facebook que, inclusive, mudou a sua marca para Meta. Esse movimento, segundo Cassandra Napoli da WGSN Insight, foi a solução encontrada para retomar a atenção da Geração Z, considerando que 92% dos adolescentes estavam no Facebook em 2012 e esse índice caiu para 27% em 2021.

Estima-se que até 2024 a empresa terá um faturamento acima de 800Bi segundo a Bloomberg Intelligence. Considerando que em 2 anos teremos uma presença forte do metaverso, já é possível acompanhar o movimento de várias marcas, entre elas, a NIKE com a Nikeland on Roblox e a Procter and Gamble com a Espera da Beleza. A Nike oferece uma experiência para seus fãs, que podem conectar, jogar, brincar, criar avatares e ter uma rica experiência 3D. E, claro, vão encontrar produtos especiais da Nike, para usar durante a jornada. Já a P&G, também traz uma experiência 3D mostrando inovação e “beleza responsável” de uma forma mais próxima e atrativa para seus consumidores, através de um “storytelling” virtual. Tem gente na Coreia do Sul pensando até em escritórios virtuais, nos quais os funcionários seriam avatares. Imagina se vira moda? E é bem provável que isso venha a acontecer.

Podemos dizer que a geração Alfa, nascidos entre 2011 e 2025, já devem considerar o universo metaverso uma “realidade”. Então, a dica é: vamos começar a pensar como serão nossos avatares e considerar também novas frentes do uso da tecnologia a favor da sua marca, como AI, Jogos, novas formas de pagamento e NFTs (tokens não fungíveis). Parafraseando a senior Strategy da WGSN Insight, Cassandra Napoli em uma palestra recente em NYC, “As marcas devem começar a entender os espaços virtuais imersivos e planejar sua estratégia de metaverso corporativo ou correm o risco de ficar para trás”. Bora?